sexta-feira, 14 de setembro de 2012

15 de dezembro

A Arena Castelão, o primeiro estádio para a Copa 2014 a ser entregue, terá suas obras finalizadas em 15 de dezembro deste ano. O anúncio foi feito hoje pelo secretário especial da Copa no Ceará, Ferruccio Feitosa, durante a visita de inspeção de 50 representantes da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e do Comitê Organizador Local (COL). A visita contou com a presença dos responsáveis pela operação dos estádios da Copa do Mundo.  A Arena Castelão tem hoje 87% de suas obras concluídas.
"Isso é muito bom e mostra que o Ceará está de parabéns por estar fazendo uma obra de qualidade e dentro do prazo", elogiou o diretor executivo de operações e competições do COL, Ricardo Trade. Para ele a Arena Castelão serve de exemplo para as demais arenas que estão erguidas para o Mundial de 2014.
A Arena Castelão já será testada em 2013 com a Copa das Confederações e realização de jogos da Copa do Nordeste e do Campeonato Brasileiro. Hoje 1.399 operários trabalham na obra. E foi a ação desses operários que a comitiva de hoje conferiu na Arena Castelão, checando in loco 15 itens de operação da Arena.
"Mesmo essa inspeção não trate do andamento das obras do estádio, mas sim de como ele vai funcionar durante a Copa do Mundo da Fifa, que pelo seu tamanho e complexidade exige esquemas especiais para receber bem o público e as delegações, ficamos maravilhados com o estágio que a Arena Castelão se encontra", disse Ricardo Trade. Para ele a visita desta sexta-feira constatou que a Arena Castelão será um estádio seguro e bonito, "mas também funcional e capaz de se adaptar ao planejamento operacional traçado pela Fifa e pelo COL".
Os itens avaliados são tráfego, segurança, tecnologia, credenciamento, ingressos, imprensa, estrutura para a transmissão de TV e hospitalidade. A inspeção encerrou por Fortaleza a fiscalização deste semestre que já tinha passado pelo Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, São Paulo, Salvador e Recife.

Olimpíadas Escolares


O Ceará está a um passo de conquistar mais duas medalhas de ouro ou pelo menos duas pratas na Etapa Nacional das Olimpíadas Escolares 12 a 14 anos que acontece em Poços de Caldas. Os atletas do Colégio Darwin do futsal masculino derrotaram os jogadores do Colégio Batista Mineiro de Minas Gerais por 3 x 1 e além de estarem na final, subiram da 2ª para a 1ª divisão da competição nacional.

Quem também subiu para a 1ª divisão das Olimpíadas Escolares foi o vôlei masculino. Os meninos do Colégio Batista, em uma partida bastante disputada e emocionante, derrotaram por 3sets a 2, os atletas do Colégio Mirassol do Rio Grande do Norte. A partida foi realizada às 8h30 desta sexta-feira . A equipe cearense aguarda o resultado das disputas dessa tarde para conhecer seu adversário na final.

Disputa do bronze

No basquete feminino, as atletas de Pereiro, todas alunas do Programa Segundo Tempo, do Colégio Cleonice Freire vão para a disputa do bronze neste sábado. Elas perderam para a equipe Santa Catarina de Sena do Pará por 36 x 29, em partida realizada na manhã desta sexta-feira. As adversárias das atletas do interior do Estado serão conhecidas ainda nessa tarde.

O handebol feminino também vai disputar o bronze neste sábado. As cearenses da Escola Valdo Ribeiro perderam nas semifinais por 23 x 10 para o SMCE Cascadura do Rio de Janeiro, em partida realizada às 11h desta sexta. As cearenses ainda não conhecem as suas adversárias. As disputas acontecem ainda hoje.

Etapa Nacional das Olimpíadas Escolares 12 a 14 anos 2012

As Olimpíadas Escolares são organizadas e realizadas pelo Comitê Olímpico Brasileiro,correalizadas pelo Ministério do Esporte e Organizações Globo.

Informações à imprensa:
Manuella Viana
Assessoria de Comunicação da Secretaria do Esporte do Estado
(85) 3101-4415
manuella.viana@esporte.ce.gov.br

Conselho de Desporto


Na próxima segunda-feira, dia 17 de setembro, será realizada a Solenidade de Posse dos novos conselheiros do Desporto do Estado. O evento acontece partir das 16h30, no auditório Blanchard Girão da Secretaria do Esporte do Estado e contará com a presença do secretário estadual do Esporte, Gony Arruda.

Na oportunidade, serão entregues 23 Certificados de Registro de Entidade Desportiva – CRED para 23 Federações. Estarão presentes na cerimônia, Associações, Federações, Ligas Esportivas de todo o Estado.

O Conselho do Desporto do Estado do Ceará é um órgão de deliberação coletiva de caráter consultivo, normativo e fiscalizador em assuntos voltados à política de desenvolvimento do Esporte no Estado do Ceará.


Informações à imprensa:
Isaac Araújo
Assessoria de Comunicação da Secretaria do Esporte do Estado
(85) 3101-4415
isaac.araujo@esporte.ce.gov.br

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Mais um pouco de Monte


O Povo - Uma conversa franca e bem humorada com Airton Monte, cronista de uma Fortaleza boêmia, solidária e fraterna que propõe o hedonismo e o anarquismo educado como utopia para a humanidade

Claudio Ribeiro, Demitri Túlio, Felipe Araújo e Luiz Henrique Campos
da Redação

08/01/2007 01:53
 
O mundo é grande e cabe no breve instante da crônica de Airton Monte. Espelho de si mesmo, o cronista contempla sua própria persona e espreita a humanidade pelo prisma de sua aldeia. Traduz para o espírito de Fortaleza as paixões, os desejos e os abismos da alma humana. O fascínio pelo inconsciente lhe levou à psiquiatria, onde o profissional austero toma a frente do poeta galhofeiro, arrebatado e espirituoso que se deita no divã da literatura. Pela cidade (real ou rememorada), Airton circula desvendando o universal nos bares mais simples da Gentilândia e fazendo explodir o particular de cada flagrante em arroubos universais de inspiração poética.
Em uma manhã de conversa franca e bem humorada com quatro repórteres do O POVO, regada a muita cerveja e a uma dezena de cigarros, o cronista se revela. É o torcedor fiel, o teórico da literatura, o marido apaixonado, o amigo saudoso e o cidadão desolado com a cidade que “enselvageceu”. Sem amarras, sem pautas específicas, a conversa segue fluida por mais de duas horas. Do riso generoso aos dramas mais tocantes e deles à piada mais escatológica. Literatura, Praia de Iracema, Clube do Bode, drogas, anarquismo e gentileza. O mundo é grande e cabe no breve trago que acende o fio da inspiração e da memória.
“O medo que eu tenho da palavra tempo é o de me tornar obsoleto em relação ao tempo presente”, revela o artista que, cronista, agarrado às amenidades e às urgências do dia-a-dia, soube se inscrever na posteridade pelo talento da palavra. O mundo é grande e cabe na breve (e encantadora) Fortaleza de Airton Monte.

O POVO - Quando a gente ligou pra você para convidá-lo para a entrevista, você ficou feliz mas brincou com a história do tempo, brincou com o agouro ou o mau agouro de dar uma entrevista como essa nessa altura da vida. Você tem medo do tempo? 

Airton Monte - Se eu disser que não tenho medo do tempo eu estaria mentindo. O meu medo do tempo não é o medo de morrer, não é o medo de envelhecer. O medo da palavra tempo é o de me tornar obsoleto em relação ao presente. A minha briga toda é essa. Não posso me desligar das raízes do meu passado. Aquilo que eu aprendi está aprendido. Mas tanto na medicina quanto na literatura, meu medo é o de ficar obsoleto. De ficar um velho gagá. Aqueles antigões, parados no tempo, sem diálogo com ninguém, que passam a vida num tempo ilusório, um tempo passado.

OP - E como você tenta superar isso? 
Airton Monte - Estudando, lendo. Tanto de um lado quanto de outro, eu tenho de estar antenado. Na medicina, minha vantagem é que não preciso gastar rios de dinheiro para ir aos congressos. Eu ligo o computador e recebo os anais, entro nos sites da Sociedade Médica Brasileira, da Associação de Psiquiatria. Estou o tempo todo atualizado.

OP - Você tem livros que estão sendo utilizados no vestibular. Quando você conversa com esse público do vestibular, esse público mais novo, esse medo da obsolescência aumenta? 
Airton Monte - Eu nunca tive dificuldade de me relacionar com esse público mais jovem do que eu. Nem muito mais jovem nem muito mais velho. Eu tenho vários grupos de convivência. Eu tenho a turma da Gentilândia, que é a turma da minha infância, da minha idade. Tenho a turma do papai, que é uma turma mais velha, da idade do papai, de 80 anos, 90. Tem a turma do Clube do Bode. E nesse vestibular, a partir de 2004, 2005, o que me deu mais surpresa foi que de repente aquela garotada chegou e disse: “olha, a gente está te lendo porque a gente está gostando”. E eu conseguia me comunicar com eles no mesmo nível. Brincando, rindo. Não me sinto deslocado entre os jovens. Eu sou como aquele velho jogador, o Romário, que ainda está ali rondando a área, sobrou a bola pedindo para eu chutar, eu chuto.

OP - E fisicamente, você se cuida? 
Airton Monte - Decididamente, eu nunca fui exemplo para ninguém. Não vou a médico, não sei a quantas vai meu colesterol, minha glicemia. A única coisa que me incomoda, fisicamente, de vez em quando, é a asma, que o cigarrinho corrige, não tem problema. Eu bebo do mesmo jeito que bebia quando era jovem. Como as mesmas coisas que comia. Eu quero ficar velho. Se puder até ver meus netos crescerem eu queria. Agora, do meu jeito. Não me interessa viver uma vida sem poder sair, sem poder fazer as coisas de que gosto. De clínico geral eu tenho pavor porque você entra lá saudável e sai doente (risos). Tenho muitos amigos médicos, sou da máfia, mas reconheço que não sou exemplo pra ninguém. Se alguém quer viver muito, não siga meu exemplo. Comigo está dando certo. Estou praticamente com 58 anos, com corpo de bailarino espanhol e um fígado de 20 que nunca me deu problema.

OP - A Fortaleza que você começou a descrever em tuas crônicas era uma cidade bem menor, mais pacata. Nossa cidade hoje é um monstrengo que cresce desordenadamente, sem respeito pelo passado e sem respeito pelo próprio fortalezense. Como você se relaciona com essa Fortaleza mais jovem? 
Airton Monte - Eu cresci em Fortaleza. Nasci aqui. Tenho 57 anos, nunca saí daqui. Nasci na Rua Dom Jerônimo, de parto normal, filho do primeiro amor, do primeiro “descuido”, como dizia a minha mãe. E fui criado naquele território mágico ali da Gentilândia, do Benfica, do Jardim América. Mas Fortaleza foi mudando de uma maneira que me fez ter que mudar também. E a mudança foi brutal. Hoje eu caminho em alguns lugares - com exceção da Gentilândia, por exemplo, que permanece mais ou menos como era antes -, e perco as referências que tinha. A Praia de Iracema morreu. Eu tive de aprender a conviver com essa Fortaleza. Uma cidade em que vivo com medo, medo por mim, por meus filhos; uma cidade em que não posso me arriscar muito e ir numa esquina, a caminhar pela cidade, coisa que adorava fazer. De dez anos pra cá, passei a viver nessa Fortaleza que ensandeceu, enselvageceu, onde nós perdemos aquilo que era a democracia da gentileza, a democracia do lirismo. Hoje não somos mais próximos, nós somos ilhas. Ilhas de solidão, de desconfiança.

OP - E o que a nossa cidade ainda tem de positivo? O que ainda te inspira na Cidade? 
Airton Monte - As coisas boas de Fortaleza. O subúrbio. Alguns subúrbios. O domingo no subúrbio, ainda tem isso. Eu vejo na rua do meu pai, na Dom Jerônimo; vejo na Gentilândia também. Ano Novo e Natal as pessoas entram nas casas umas das outras e uma leva uma torta, outra leva não sei o quê.

OP - Mas você ainda circula? 
Airton Monte - Circulo na Gentilândia, nos bairros do Benfica. Na Praia de Iracema jamais. Todos os sábados vou ao Clube do Bode, que é a livraria do Sérgio Braga. E nós bebemos no Florida Bar, que é o braço armado do Clube do Bode (risos). É o Hezbollah do Clube do Bode, tem aquele tira-gosto letal, só come quem está acostumado. Depois de 25 anos de tira-gosto de botequim você fica imunizado contra qualquer vírus. O Clube do Bode é esculhambação, é uma instituição anárquica, lírica, etílica, musical. Lá, o Nonato Luis dá um show num violão velho daquele do Falcão. Lá só quem não pode cantar é o Falcão. Apesar de ser o cantor oficial do grupo. Mas ele é proibido de cantar, por uma questão de higiene pública (risos).

OP - Há assuntos que você considera proibidos nessas rodas? Assuntos que, quando vêm à tona, você se retira? 
Airton Monte - A única coisa que eu me retiro é quando começam a falar mal de amigo meu. Porque dos meus amigos só quem pode falar mal sou eu. E em tom de galhofa. Então, nós temos essa certa fidelidade. Quando está todo mundo junto, a gente fala mal mesmo. Mas não há coisas proibidas. Onde ando, há católicos, crentes, ateus, políticos de esquerda, de direita. Eu não sei mais nem se existe isso de esquerda ou de direita. Eu mesmo, esse ser anárquico, sou ateu e está aqui (pegando no escapulário pendurado no pescoço) o escapulário do meu beque central contra os maus olhados que é São Francisco, o “Chiquinho”. Ele é o sujeito que eu mais admiro, que foi revolucionário e mais cristão do que Cristo. Um sujeito que ia dar muito trabalho para a Igreja Católica hoje se fosse vivo.

OP - Que histórias engraçadas ou curiosas você recorda do convívio com essas turmas do Clube do Bode, da Gentilândia, etc? 
Airton Monte - São várias. Eu andava muito com o Rogaciano (Leite Filho, jornalista) e o Paulo Mamede (jornalista). Tem uma história que é uma sacanagem que não se deve fazer com ninguém. Estávamos os três no Cais Bar. Uma noite, entra um mulherão daqueles de arrasar. Todo mundo dando em cima. A mulher acha de se engraçar do Paulo Mamede, um sujeito altamente periculoso (risos). E a gente só com inveja, aquela inveja mortal. Aí o Paulo Mamede começou bem com a menina, já começou com os beijos, etc. Lá pelas tantas, ele teve uma espécie de incômodo intestinal (risos) e teve de ir ao banheiro. E lá demorou-se. Quando ele demorou a gente inventou a seguinte história, de improviso. O Rogaciano se apresentou, eu disse quem era e a moça disse: “ai, você é psiquiatra?”. Eu disse: “sou’. “Inclusive, ele é primo do Paulo Mamede, esse rapaz aqui”, eu apontando para o Rogaciano. “E eu sou médico do Paulo Mamede”. “Ai, o senhor é médico dele?”. “Sou, sou psiquiatra, mas ele está bem” (risos). “Ele sai aos fins de semana e eu estou aqui acompanhando ele. Minha única preocupação é que ele está tomando um remédio forte e está misturando com bebida como você está vendo. As reações ninguém pode prever. Geralmente, ele fica muito violento” (risos). O Paulo Mamede chega feliz da vida do banheiro e ela já estava meio esquisita. O Paulo Mamede não entendia nada. Eu disse: “rapaz, tu não tem papo pra segurar a mulher”. Nós só fomos confessar isso pra ele, lá pelas quatro da manhã, no Estoril. E ele em vez de ficar com raiva começou foi a rir. E assim tem várias. O Augusto Pontes, tem umas frases que são terríveis. Ele diz assim: “Eu tenho uma boa e uma má notícia pra vocês. Qual vocês querem ouvir primeiro?”. “A notícia boa”. E ele: “O Fausto Nilo vem pra cá”. “E a notícia ruim?”. E o Augusto: “Ele vai cantar” (risos).

OP - O João Cabral de Melo Neto costumava dizer que não acreditava em inspiração, que o ofício de poeta era um ofício que exigia muito trabalho. Você acredita em inspiração? 

Airton Monte - Aí tem uma diferença. O texto de ficção eu não tenho nenhum prazo para entregar. Então, é uma coisa que eu vou maturando, posso passar três anos refazendo, cortando. Já a crônica é diária. E é um gênero literário - apesar de alguns babacas dizerem que não é, eu digo que depende do cronista. Uma crônica do Rubem Braga é um texto literário, já um texto do Paulo Coelho não é nada, é uma mágica (risos). É um feitiço. Ele faz até chover e levita (risos). Mas a crônica, eu tenho que entregar o texto. O POVO já me paga pouco, se eu não entregar... (risos). Apesar de toda essa anarquia, eu sou muito profissional nas coisas. Então, eu tenho que chegar e escrever. Em termos de inspiração, os textos que você escreve ou saem de parto natural, quando você escreve um conto em dois minutos, ou saem de parto a fórceps, quando você tem que dar uma forçada. E tem dia que só sai na porrada, só vai na cesariana (risos).

OP - Você sempre escreve seus textos à mão? 
Airton Monte - Porque à mão eu escrevo mais rápido. Mesmo se eu tivesse um notebook, eu não levaria um notebook, que custa uma fortuna, para a beira da praia, para o pessoal entupir de farofa... (risos). Se você leva para o bar ou para a praia, vão derramar cerveja em cima. O cabra vai dar palpite, outro quer mexer. Escrever, então, é um ato muito solitário. Não é como o cinema, que é uma arte coletiva.

OP - Algumas vezes, você coloca algumas coisas bem pessoais em suas crônicas. Você chega a se arrepender de alguma maneira das coisas que você expôs ao público? 
Airton Monte - Nunca me arrependi. Não dá para me arrepender porque tudo foi consciente. Eu não sou aquele sujeito que escreve com raiva. O texto que me deu mais polêmica foi o Tratado Geral da Maconha, que quase vou em cana porque o Moroni (Bing Torgan) me acusou de incentivo e apologia ao uso e ao tráfico de drogas. Mas se você vai ler, você vai ver que era um tratado geral da maconha mesmo, baseado em toda a literatura que eu tinha sobre drogas, toda a minha experiência pessoal e clínica. Isso foi publicado no tablóide de literatura do jornal O POVO. Nos anos 80. O Moroni era diretor ou era delegado da Polícia Federal. Eu tive que ir depor, dei um depoimento farmacológico e o pobre do escrivão quase fica louco lá (risos). Mas o Moroni deu azar porque uma semana depois eu peguei ele num debate na UFC sobre drogas. Acho que, só de sacanagem, me botaram lá. E o Moroni disse: “meu sonho é viver num país que não precisasse de polícia”. Eu disse: “comunista, o senhor é um comunista radical” (risos). Aí ele ficou maluco. E eu disse: “O senhor é um comunista radical. O senhor é mais comunista que o Karl Marx e o Engels juntos. O senhor é um revolucionário maior que o Che Guevara. O senhor quer a guerrilha”. E ele não entendeu e eu fui explicar. “O senhor quer viver numa sociedade sem crime. Isto é, só há crime porque há a propriedade privada. Então, para não haver mais crime tem que abolir a propriedade privada. O senhor está pregando a abolição da propriedade privada, isso é comunismo do brabo”. Rapaz, esse homem ficou louco, engasgou-se, foi se embora. Acho que ele não me prendeu de novo porque não podia. Então, essa coisa de você escrever com raiva eu aprendi. Quando eu tenho alguma raiva, eu espero uma semana a coisa amornar para me tornar racional porque depois desse tempo todo de jornal a gente começa a ter noção da responsabilidade que a gente tem diante do leitor.

OP - Há um texto seu que foi muito marcante que foi publicado na época em que sua mãe faleceu... 
Airton Monte - Não foi só um texto, foram uns três textos. Eu acompanhei a agonia da minha mãe na UTI, me envolvi muito. Minha mãe estava na UTI pela vigésima vez, não era mais gente. E aquilo me dava uma dor imensa. Eu ia lá desligar os aparelhos na marra, não queria saber o que é que ia acontecer. Médico sabe fazer isso. Eu até já tenho meus planos traçados com dois ou três amigos que é para ter uma margem de segurança. Se um de nós cair nessa situação de vegetal, o outro vai lá e dá um jeito. O ser humano tem direito. Já que ele não pode escolher como nascer, ele tem o direito de escolher como morrer. Na hora em que souber que estou com uma pereba dessas grandes, e que não puder mais fazer o que faço e que vou ficar numa cama feito abestado e tal, ou na cadeira de roda naquela base de bota o velho no sol, tira o velho do sol pro velho não mofar... (risos). Ah, a boca do véi tem mosca entrando (risos). É de lascar, bicho. Então, escrevi na emoção. Eu tava no consultório, ela (dona Sônia) me telefonou dizendo “tua mãe morreu”. Atendi todos os pacientes com a mesma calma que podia aparentar e fui para o velório. Fiquei lá até meia noite, pedi para me deixarem em casa, escrevi a crônica numa máquina de escrever, avisei para a empregada que de manhã o motoqueiro vinha pegar. Nem dormi. Enchi a cara de uísque, fui para o funeral e fiquei lá até minha mãe se enterrar. Só não assisti à missa. E voltei para escrever, escrevi umas três vezes. Então, esses textos mais pessoais, escritos, como dizem os advogados de bandido, sob forte emoção, esses saem. Mas mesmo assim eu tenho que ter cuidado.

OP - Você falou que não anda mais em estádio, mas é um torcedor apaixonado do Fortaleza. Como é a tua relação com o futebol hoje? 

Airton Monte - Eu sou essencialmente torcedor de três times. Fortaleza, Seleção Brasileira e o Botafogo, que é minha paixão realmente. Eu fui torcedor que nunca fui de brigar, eu sou de chorar, de assistir aos jogos da seleção de camisa amarela, de ter o time do Botafogo na minha parede, de ser fã do Garrincha mais do que do Pelé. Eu amo o futebol, então gosto do futebol bem jogado. Torcia Botafogo, mas vibrava com o time do Santos, com o time do Palmeiras. Eu vibrava com o Fortaleza que tinha Mozarzinho, Croinha. Como é que não ia vibrar? Ou com o Ceará que tinha Gildo, Lucena, Zé Eduardo. Então, o futebol para mim é expressão artística. O futebol continua sendo uma das paixões da minha vida. Não consigo viver sem futebol, eu gosto da bola bem jogada. Eu não quero ver malabarismo, o cara colocar a bola no ombro e sair fazendo que nem o Ronaldo. Eu quero ver é jogar que nem o Zidane, dar um passe de 40 metros, isso é o futebol que estou acostumado a ver.

OP - O Estoril foi um lugar importante para tua geração. Como é para você ter se afastado da Praia de Iracema? Como você entende o fato de Fortaleza ter perdido o Estoril, a Praia de Iracema? 

Airton Monte - Praticamente o Estoril caiu na minha cabeça. A gente sabia que mais cedo ou mais tarde ia cair porque toda vida que chovia havia um problema. Eu estava em casa, com uma ressaca lascada, mas a rapaziada ligou dizendo que o Estoril tinha caído. Quando cheguei lá, eu vi o Estoril demolido e aquela mesa fúnebre ao lado, umas cinco ou seis pessoas. E aquilo foi terrível pra gente. Todo mundo ficou revoltado, triste. Ali, eu comecei a perceber que a Praia de Iracema começava a morrer, definitivamente. A Praia de Iracema perdeu a alma dela, deixou de ser um território lírico, poético e engraçado. Na nossa geração, não era de bom tom, diziam os colunistas sociais, ir a Praia de Iracema porque eram onde os maus moços das boas famílias se encontravam com as meninas boas das más famílias. O Estoril era um valhacouto de comunistas, maconheiros e desocupados. Ser poeta naquele tempo era meio complicado. Ninguém queria ser poeta, nem os médicos. Era meio complicado, ser músico, ser poeta, se dizer boêmio. Eu sofri muito na minha carreira, eu e outros colegas. A gente era malhado, “porra o cara é médico e vive no Estoril, bebendo cerveja”. De vez em quando a polícia federal batia lá atrás da maconha. Cansei de ficar em pé na parede, todos nós, sendo revistados, a polícia atrás da maconha, só que a maconha a negada já tinha escondido há muito tempo que ninguém era besta (risos). Outras vezes, eles fechavam a Ponte Metálica. A gente ia para ver o pôr do sol e de repente nos avisavam que tinham uns policiais lá embaixo para cheirar as mãos de quem descia pra ver se tinha maresia. Eu disse: “não tem problema, todo mundo mete a mão no fundo, remexe um pouquinho”. E a negada sentia o nosso fiofó (risos). Nunca mais ficaram lá.

OP - Você falou que já não sabe dizer o que é esquerda ou direita em nossos dias. Ainda há alguma utopia, algum horizonte político que você persegue, que você imagina que a gente possa alcançar? 

Airton Monte - Eu fui católico fiel até os 15 anos, depois me tornei ateu, fui comunista, com todos os defeitos que a gente teve. Mas a gente fez uma coisa legal em nossa geração. Hoje, posso me definir como um anarquista utópico. Anarquismo no sentido filosófico da palavra. O homem bem educado ou suficientemente bem educado, conhecendo seus limites, não precisa de leis para dizer o que se pode ou não fazer. Sabendo muito bem onde termina minha liberdade e onde começa a do outro, não precisa de nenhuma lei do silêncio para me dizer que não posso levantar o som alto depois das onze para não incomodar meu vizinho. O importante, o caminho para o Brasil e para o mundo seria primeiro a educação. É formando inteligência que a gente vive. Democracia é você dar oportunidades iguais. Tanto faz ser um filho de carroceiro ou de um milionário. O importante é você dar oportunidades iguais, o mesmo nível de estudo, os mesmos professores. Eu sei que isso nunca vai acontecer. Mas o estudo público já foi bom no tempo do Liceu do Ceará. Educação é fundamental.

OP - A tua geração sempre lutou por muitas dessas bandeiras. Em que você acha que a tua geração errou para que nós chegássemos aos problemas que estamos vivendo hoje? 

Airton Monte - Nós erramos pelo simples fato de querer fazer a revolução sem o povo. Nós não vimos que o segredo da revolução não estava no campo, nós não éramos uma ilha. Depois de tanto tempo pensando, eu vejo que nosso caminho tinha de ser diferente. Não era o interior, eram as favelas. E achávamos que o povo era burro. Ou infantilizamos o povo, sendo o pai dele, ou imbecilizamos ou glorificamos. Essa entidade mágica que eu não sei quem é, o povo. Porque eu também sou o povo. O povo também é sem vergonha. É vilão e vítima.

Saiba mais 
Dona Sônia, esposa de Airton Monte, diz que o marido nunca sabe cobrar pelos textos que lhe são encomendados. “Até mesmo os laudos periciais da psiquiatria, ele vem perguntar para mim quanto é que tem que cobrar”. “Você é minha ministra da Fazenda”,
brinca Airton.

Falando do amigo Jorge Pieiro, que Airton considera um dos principais nomes da nova geração de escritores cearenses, Airton diz que Pieiro é o moderno da turma, o “cara que faz cabelo, coisa e tal”, é o “metrossexual”. “Mas como ele é muito baixinho, a gente chama ele de ‘meio metro sexual’”.

Já o escritor Pedro Salgueiro, Airton chama de Pedro Sangreiro, “porque ele mata tudo que é personagem”. “Enganchou num conto, ele mata os personagens todos”.

Bárbara, filha de Airton Monte, é quem coordena a página dedicada ao pai no orkut, site de relacionamentos da internet. “Uma vez ela ficou furiosa porque perguntaram a ela se ele batia em mim”, conta dona Sônia. “Minha filha não fique assim, diga que eu bato nela, bato em você, bato no Pablo (filho de Airton), bato no cachorro, em todo mundo”, conta Airton às gargalhadas.

Airton diz que tem três ou quatro livros de poesia prontos, além de um romance, uma novela sobre futebol, uma peça de teatro e um livro de contos “Os bailarinos”. “Há tanta coisa aí guardada”, conta. “Eu não publico porque desde que publiquei meu primeiro livro pela editora Moderna que decidi não publicar mais nenhum livro com o meu dinheiro. Afinal, o escritor já é o camelô de si mesmo, tem que escrever e sair vendendo o bicho de mão em mão, indo nos programas de rádio, etc”.

Segundo dona Sônia, quando está num restaurante, Airton repara se há algum casal conversando e fica imaginando o assunto para poder se inspirar em suas crônicas. “Ele me manda ao toalete para eu passar perto do casal e ouvir o que eles estão dizendo", revela. 

Mau traçadas linhas

O cronista de O Povo, Airton Monte, morreu na noite de hoje em Fortaleza. Psiquiatra de formação e cronista do nosso quotidiano por opção, Monte era um boêmio. Morreu de câncer aos 63 anos de idade. Deixa uma legião de admiradores de suas mau traçadas linhas. Participou dos movimentos O Saco e Siriará. Publicou O Grande Pânico, Homem Não Chora e Moça Com Flor na Boca

Jeri Sport Music Festival


Regata de Kite e Windsurfe do Jeri Sport Music Festival acontece em Jericoacoara no dia 29 de setembro, sábado, às 14 horas, e abre a programação do terceiro e último dia do festival, que nessa quinta edição vai de 27 a 29 do mês com shows de Paula Tesser, Barbara Eugenia, Fino Coletivo e festas da Farra na Casa Alheia, entre outras atrações. A competição que reúne kite e windsurfistas em provas de velocidade paralelas é uma tradicional confraternização, que acompanha o festival pelo quinto ano consecutivo, aberta aos velejadores locais, visitantes de todo país e estrangeiros, que treinam e frequentam o famoso cenário mundial para as práticas esportivas. As inscrições podem ser feitas até uma hora antes da largada, na arena do evento. Após a regata, exibições de kitesurfe em Freestyle comemoram a entrada do esporte nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Nas categorias masculino e feminino, a Regata de Kite e Windsurfe do Jeri Sport Music Festival permite somente o uso de pranchas bidirecionais, e segue as novas regras de zoneamento de área para a segurança dos velejadores, tendo coordenação técnica de profissionais de escolas e associações das modalidades esportivas na região. A prova de velocidade tem percurso semelhante para os kite e windusrfistas em trajeto pela orla de Jericoacoara com cerca de 2km e na forma de “V” invertido, saindo de ponto no mar em frente à famosa Duna do Por do Sol até a Ponta da Bandeira, de onde retonam ao marco inicial, em frente ao local que acontece o Festival.

As inscrições para a Regata de Kite e Windsurfe do Jeri Sport Music Festival também já abertas em escolas e guarderias de kite e windesurf de Jericoacoara, como a Info Kite, a Lob Kite e o Clube dos Ventos.  A taxa de R$ 20,00 dá direito ao kit de participação com camisa do 5º Jeri Sport Music Festival para a largada na regata, dia 29 de setembro (sábado), às 14 horas. A premiação será no mesmo dia, no palco do evento, às 22 horas, antes dos shows do Fino Coletivo, Farra na Casa Alheia e convidados. Os primeiros colocados de cada modalidaderecebem prêmios e kits especiais.

 Jeri Sport Music Festival acontece de 27 a 29 de setembro, na praia de Jericoacoara, com shows de Paula Tesser, Barbara Eugênia, Fino Coletivo, festas da Farra na Casa Alheia e convidados, integrados à comunidade local e aos apelos turísticos, gastronômicos e festivos locais. Uma realização da Associação das Pousadas de Jericoacoara (AP Jeri) com apoio institucional do Governo do Estado do Ceará, Sebrae, produção Galgo Entretenimento em parceria com a Farra na Casa Alheia.
Contatos

·        5º Jeri Sport Music Festival: http://pt-br.facebook.com/jerisportmusic

Inscrições e mais informações sobre Regata Kite&Windsurfe

Kitesurfe: Escolas Info Kite ( 88.99502021 jeri@infokiteschool.com  e www.infokiteschool.com – Bebel ) e Lob Kite (88.96817715 - Cabelo).
Windsurfe: Clube dos Ventos (http://www.clubventos.com.br).
Coordenação técnica: Fábio Nobre -88/ 9729 1616
Organização geral: Veronica Sanger– 0xx 85  9635 2859/ veronica@casadeareia.com

Contatos de imprensa:

Helena Félix (pontualcomunicacao@gmail.com - 0xx 85 9993 4920 ou 8623 4173) e Kiko Bloc Boris (0xx 85  8892 1195 – kikobb@gmail.com)

Mais sobre o Jeri Sport Music Festival:
Aleana Arauna Duarte (produção Galgo Entretenimento) – 0xx 85 9613 0289 /aleanaduarte@hotmail.com

Datafolha sem Inácio


O juiz eleitoral Mário Parente Teófilo Neto proibiu a divulgação da pesquisa de intenção de voto feita pelo Instituto Datafolha em Fortaleza. A pesquisa foi questionada pelo candidato a prefeito de Fortaleza, Inácio Arruda (PCdoB), pois o nome dele não foi colocado como opção na simulação de um eventual segundo turno. A pesquisa realizada neste final de semana tinha previsão de divulgação no jornal O Povo de amanhã (11).
O juiz acatou a representação de Inácio, pois segundo ele não conferia o princípio da isonomia se colocar apenas nos cenários de segundo turno apenas quatro dos dez candidatos: Moroni Torgan (DEM), Roberto Cláudio (PSB), Elmano de Freitas (PT) e Heitor Férrer (PDT). Em seu despacho o juiz eleitoral concede liminar proibindo a publicação da pesquisa sem o nome Inácio Arruda na simulação de segundo turno. "Concedo a liminar para determinar que não ocorra a divulgação dos resultados da pesquisa em espécie até que este juizo empós analisar possíveis argumentos apresentados pelo representado, venha determinar ou não, a publicação da pesquisa impugnada na forma da lei", diz Mário Teófilo em sua decisão.
O juiz argumenta sua decisão afirmando que "é de conhecimento geral e dispensa maiores justificativas o fato de que uma pesquisa eleitoral divulgada há cerca de um mês da eleição pode gerar efeitos benéficos ou não, para os candidatos que disputam a eleição podendo colocar alguns em aparente situação de vantagem em detrimento de outros. Assim sendo, é necessário que se conheçam os fundamentos fáticos, bem como jurídicos, inclusive legais nos quais os instituto de pesquisa representado se baseou, para entender que em eventual segundo turno da eleição majoritária em Fortaleza o candidato Inácio Arruda não integraria a lista dos possíveis candidatos à Prefeitura de Fortaleza”.
Para o juiz eleitoral: ”aceitar-se a divulgação da pesquisa realizada sem conhecer-se acerca dos fundamentos acima mencionados que gerariam possível segundo turno sem a participação do candidato representante, inegavelmente caracteriza uma circunstância que pode trazer, em tese, prejuízos para a candidatura de Inácio Arruda”.
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Morre o cronista Airton Monte

Blog do Macário - "Acaba de subiu ao céu a alma do nosso Airton Eterno Monte, um cidadão acima de qualquer suspeita. Ele era e acabou. Ninguém suspeitava dele porque era confesso. Sobe a alma do cronista, do poeta, do mestre da psiquiatria, coisa de que de uma certa data pra cá comecei a suspeitar. Airton Monte, o analista, o psiquiatra deu-me um atestado de sanidade mental. Vou sentir muitas saudades do Airton Monte. Com quem vou esperar no botequim mais próximo por um bife apanhando firme na cozinha da madrugada para confessar que é um lindo filet mignon?
Deus te abençoe Airton, e não nos desampare nunca."

Sorriso Largo


Nesta terça-feira (11) será lançada a 7ª edição da Campanha Sorriso Largo, no Lar Amigos de Jesus. A campanha, que tem como intuito sensibilizar a sociedade para a doação de brinquedos, trará alegria para as crianças carentes, atendidas por projeto e entidades sociais de Fortaleza, como a Associação Familiar Parque Água Fria, Casa do Sol Nascente, CDI, Espaço Vida Vida e Lar Amigos de Jesus.
 A Cagece é parceira nessa ideia, que conta com o apoio de outras entidades como ABO-Ce, Acert, Caixa, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil de Fortaleza, Expressão Gráfica, Fiec, Laboratório Pasteur e Unimagem, Marcograf, Rotary Clube, Rede Liderança FM, Secovi, Tribunal de Justiça do Ceará e União dos Escoteiros do Brasil.
Para participar basta fazer sua doação, de brinquedos novos ou usados em bom estado, até o dia 5 de outubro. As lojas de atendimento da Cagece, agências da Caixa Econômica, Colégio Espaço Aberto, Corpo de Bombeiros, FIEC, Sol Nascente, Tribunal de Justiça do Ceará, Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, receberão as doações.
Os brinquedos serão entregues em comemoração ao Dia da Criança, em um evento no 23BC, no dia 09 de outubro.

Serviço:
Lançamento da Campanha Sorriso Largo
Dia: 11 de setembro de 2012
Horário: 09:30
Local: Lar Amigos de Jesus - Rua Ildefonso Albano, 3052, bairro Piedade

Assessoria de Imprensa da Cagece:
Sabrina Lemos - sabrina.lemos@cagece.com.br / (85) 3101.1828 / 8878.8932

UFC redefine calendário


(www.ufc.br) - O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) da Universidade Federal do Ceará aprovou, por unanimidade, o novo Calendário Acadêmico para os semestres letivos 2012.1 e 2012.2, que precisou ser reajustado após o término da greve dos professores. As aulas nos campi da UFC em Fortaleza e em Quixadá recomeçam hoje (10), e as dos campi do Cariri e Sobral, a partir de quarta-feira (12), acatando o argumento dos conselheiros representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) de que alguns alunos moram fora da cidade-sede dos respectivos campi. As aulas relativas ao 1º semestre deste ano ficam encerradas no dia 29 de setembro.
O CEPE esteve reunido das 8h30min às 10h da manhã desta segunda-feira, presidido pelo Reitor Jesualdo Farias, e marcou para os dias 2, 3 e 4 de outubro o período de matrícula curricular e institucional de 2012.2, via internet e nas coordenações de cursos. O início do período letivo 2012.2 (sistema semestral e sistema anual), da graduação e da pós-graduação, está marcado para 8 de outubro.

Nos dias 8 e 9 de outubro, haverá recepção dos novos estudantes ingressantes em 2012.2, pelas coordenações dos cursos e diretorias de unidades acadêmicas. De 8 a 11 de outubro, é o período para a confirmação presencial de matrícula pelos ingressantes SiSU 2012.2. O período de ajuste de matricula 2012.2 (via internet e nas coordenações de cursos) está marcado para os dias 9 e 10 de outubro, mesmas datas para o requerimento de matrícula para aluno especial e para estudantes do programa de mobilidade acadêmica, nas coordenações de cursos, para o período 2012.2. O prazo final para as coordenações digitarem a confirmação presencial de matrícula dos ingressantes SiSU 2012.2 é dia 16 de outubro.

O 2º semestre de 2012 ficará encerrado no dia 18 de fevereiro de 2013 (100 dias letivos). De 19 a 26 de fevereiro, serão realizadas as avaliações finais do semestre (1ª e 2ª chamadas) em todos os campi. O dia 28 de fevereiro é o prazo final para a consolidação das sínteses de notas e freqüências das disciplinas anuais 2012.1 e das disciplinas semestrais 2012.2, pelos professores.

EVENTOS – O Prof. Custódio Almeida, Pró-Reitor de Graduação da UFC e relator da proposta que regulamenta o calendário acadêmico 2012, disse que os meses de outubro e novembro concentrarão eventos como o Festival UFC de Cultura, de 15 a 20; Semana da Tecnologia, de 17 a 19; e IV Feira das Profissões, de 24 a 26 de outubro. Em novembro, serão realizados os Encontros Universitários nos campi de Quixadá (21 a 23), Sobral (8 e 9) e Cariri, bem como a Feira das Profissões do Cariri (de 20 a 22). Também em novembro, serão realizadas as Semanas de Ciências Agrárias, de Educação, da Biotecnologia. 

domingo, 9 de setembro de 2012

Pau de arara


Um acidente envolvendo dois caminhões pau de arara, em Itapipoca, a 150 quilômetros de Fortaleza, matou quatro e feriu outras sete pessoas. O acidente aconteceu na volta da tradicional feira de sábado de Itapipoca. Um caminhão carregando compradores da feira colidiu na traseira de outro caminhão, que estava parado, no estreito acostamento, para descida de outros compradores da feira. O motorista do caminhão, que provocou o acidente fugiu. O acidente aconteceu na CE 168 que faz a ligação da sede de Itapipoca à Praia da Baleia.
No momento do acidente três pessoas morreram. A quarta vítima fatal foi verificada no hospital municipal, para onde foram levadas sete passageiros com ferimentos graves. Do hospital municipal quatro pacientes mais graves foram transferidos para Fortaleza.
Na Operação Feriadão da Pátria, a Polícia Rodoviária Estadual anotou no Ceará 31 acidentes com cinco mortes e 18 feridos. A Operação termina neste domingo à noite.

Com ministros


Sem as presenças da presidenta Dilma Rosseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato do PT à Prefeitura de Fortaleza, Elmano de Freitas, faz sua campanha de rua com parte dos ministros de Dilma. Neste feriadão de 7 de Setembro vieram a Fortaleza pedir votos para Elmano os ministros do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas; e especial da Juventude, Severine Macedo.
Dilma e Lula não vieram para a campanha de Elmano devido o racha com o PSB, que resolveu lançar candidatura própria para Prefeitura. A campanha de Elmano ainda tenta uma visita de Lula no final da campanha, mas não tem garantida esta participação. Quanto a Dilma está descartada sua participação na campanha em Fortaleza.
Para suprir a falta de Lula no palanque de rua, a campanha de Elmano tem usado repetidas vezes na propaganda eleitoral gratuita o depoimento do ex-presidente pedindo votos para o petista em Fortaleza. Quanto à presidenta Dilma sequer foi gravado este pedido de voto.

Cid na Ásia


O governador Cid Gomes (PSB) viajou para a Ásia. Na pauta da viagem está o encontro com empresários da Coreia do Sul para buscar parceiros comerciais para a instalação da Refinaria Premium II no Ceará. Cid Gomes terá reuniões com o o grupo GS Caltex, segundo maior empresa maior empresa coreana no setor de construção de refinarias e responsável por 30% do refino do óleo consumido naquele país.
A sugestão na busca de parceiros para a Refinaria Premium II partiu da própria presidente da Petrobras, Graça Foster, em reunião com o governador Cid Gomes, no último mês de julho. A instalação da refinaria Premium II é considerada fundamentel para que a Petrobras possa atender o mercado interno de derivados de petróleo. A demanda de combustíveis estimada para 2020 no País é de aproximadamente 3,4 milhões de barris por dia.  A refinaria terá capacidade de processar 300 mil barris de petróleo por dia, abastecendo o mercado com Óleo Diesel 10 ppm (63,5% da produção), Nafta Petroquímica (15,3%), Querosene de Aviação (12,6%), Coque (2,8%) e Óleo Bunker (1,6%).
Durante a viagem do governador, responde interinamente o Executivo Estadual, o  presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, desembargador José Arísio Lopes da Costa. Ele é o terceiro na linha de sucessão que tem a prerrogativa de assumir o Governo do Estado. O vice-governador Domingos Filho (PMDB) declinou do direito usando como justificativa o parágrafo 7º do artigo 14 da Constituição Federal que trata da inelegibilidade para parentes caso venha a assumir a função no período  inferior a seis meses da eleição. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Roberto Cláudio (PSB), também declinou de assumir o Governo do Estado também devido aos requisitos da inelegibilidade, pois é candidato a prefeito de Fortaleza.

Ciro Gomes

Ciro Gomes depois de fazer campanha no Sul do País está de volta ao Ceará e faz neste feriadão da Pátria campanha em Sobral, Fortaleza e Forquilha. Ciro na reta final da campanha se dedica com mais afinco a candidatura de Roberto Cláudio, em Fortaleza.

Projeto Alternativo

Rosa Fonsêca convidou-te para o seu evento:
LANÇAMENTO E DEBATE SOBRE O LIVRO PROJETO ALTERNATIVO.
Quarta-feira, 12 de Setembro às 18:30 em Espaço O Povo de Cultura & Arte – Av. Aguanambi, 282
 

Greve dos defensores públicos


Nesta terça-feira, 11, representantes de movimentos sociais de Fortaleza e Região Metropolitana estarão se unindo aos defensores públicos, que entram em sua terceira semana de greve. O encontro acontecerá durante o ato de paz que os defensores realizarão na Feira do Pio Saraiva, no Bairro Antônio Bezerra, hoje umas das áreas que registram alto índice de violência na capital. O evento acontecerá a partir das 8h30.
Abaixo, a programação da semana de greve dos defensores:
Segunda-feira – 10 setembro
8h30 – Terminal do Papicu - Os defensores usaram o ônibus que passa em frente à sede da Defensoria para ir ao terminal do Papicu, onde farão uma manifestação, com distribuição de material informativo. Eles permanecem no local até às 12 horas. Saindo em seguida para uma panfletagem no canteiro central da Av. Washington Soares, próximo à Unifor.
Terça-feira – 11 setembro
8h30 – Bairro Antônio Bezerra – Com apoio dos movimentos sociais, os defensores farão um ato pela paz na feira do Pio Saraiva, no Antônio Bezerra, que vem apresentando um índice crescente de violência. No local, os Serão distribuídos panfletos sobre a greve. Os defensores permanecem no local até às 13 horas.  
Quarta-feira – 12 setembro
8h30 – Concentração no Núcleo da Defensoria Pública do Bairro João XII (Travessa Araguaiana, 78).
Quinta-feira – 13 setembro
8h – Manifestação na Praça do Ferreira, onde haverá o mutirão de medicamentos . Haverá distribuição de material sobre o movimento.
 
R&B Comunicação
Rozanne Quezado
Assessoria de Comunicação ADPEC

Prefeituráveis com recicladores


A Rede de Catadores e Catadoras de Resíduos Sólidos Recicláveis do Estado do Ceará realizará um debate com os candidatos à Prefeitura de Fortaleza amanhã, das 14 às 17 horas, no Centro de Pastorais Maria Mãe da Igreja. O objetivo é discutir com os prefeituráveis suas plataformas e propostas políticas para a área da “Reciclagem, Gerenciamento de Resíduos e Coleta Seletiva”, assim como conhecer os compromissos dos mesmos para com as questões socioambientais que envolvem as demandas da categoria.
Os dez candidatos à eleição municipal foram convidados. Cada um deles terá até 10 minutos para apresentar suas propostas. Posteriormente, serão realizados dois blocos de perguntas e questionamentos dos catadores/as para os candidatos.
No final do debate, a Rede de Catadores e Catadoras de Resíduos Sólidos Recicláveis do Estado do Ceará entregará sua Carta de Reivindicações aos prefeituráveis e abrirá espaço para que articulações e movimentos sociais parceiros da Rede também possam entregar formalmente suas cartas de reivindicações.
A Rede de Catadores e Catadoras de Resíduos Sólidos Recicláveis do Estado do Ceará congrega 13 associações e grupos organizados em Fortaleza. São elas: Associação Viva a Vida (Otávio Bonfim), ACORES - Associação Ecológica dos Coletores de Materiais Recicláveis da Serrinha e Adjacências, SOCRELP - Sociedade Comunitária de Reciclagem de Lixo do Pirambu, ASCAJAN - Associação dos Catadores do Jangurussu, Associação dos Agentes Ambientais Rosa Virgínia (Santa Rosa), RECICLANDO - Associação Cearense dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Resíduos Recicláveis (Tancredo Neves), ARAN – Associação dos Recicladores Amigos da Natureza (Bom Sucesso), Associação Maravilha (Vila União), UCAJIR - Grupo de Catadores do Jardim Iracema, BRISAMAR – Associação do Serviluz, Raio de Sol (Genibaú), Grupo Moura Brasil, Grupo de Catadores da Rosalina.
Serviço:
Rede de Catadores/as de Resíduos Sólidos Recicláveis realiza debate com prefeituráveis em Fortaleza
Data e Hora: 10 de setembro, 14 às 17 horas
Local: Centro de Pastorais Maria Mãe da Igreja (Rua Rodrigues Júnior, 300, Centro)
Contato: Charliany Morais (Secretária da Rede de Catadores e Catadoras de Resíduos Sólidos Recicláveis do Estado do Ceará): 8774.4985

Turismo


Circe Jane Teles da Ponte, presidente do Sindicato das Empresas Organizadoras de Eventos e Afins do Estado do Ceará (SINDIEVENTOS-CE) tem a honra de convidar V. Sa. para participar do Café de Negócios desta Entidade.
O encontro acontecerá na sexta-feira (14 de setembro/2012), às 8 horas no Hotel Gran Marquise – Salão Blue Night (Cobertura) – Avenida Beira-Mar, 3980 – Fortaleza-Ceará, onde será servido café da manhã.
Dentre os assuntos pautados:
•        Lançamento da nona edição do Encontro de Secretários de Turismo do Estado do Ceará (Encontur)
•        Na ocasião será apresentada a Medalha Roberto Matoso
Solicitamos o seu comparecimento, tendo em vista o interesse desta pauta e seus encaminhamentos.
 
LOCAL: Hotel Gran Marquise – Salão Blue Night (Cobertura) – Avenida Beira-Mar, 3980 – Fortaleza-Ceará
DATA: 14 de setembro/2012   sexta-feira
HORÁRIO: das 8 às 10 horas (café da manhã)
 

Morre Roberto Silva


Sergio Torres, de O Estado de S.Paulo


O cantor e compositor Roberto Silva - Arquivo - 12/05/2008
Arquivo - 12/05/2008
O cantor e compositor Roberto Silva
RIO - Intérprete de sambas notabilizado pelo canto preciso e pelo talento nas divisões rítmicas, o carioca Roberto Silva morreu na madrugada deste domingo, 9, aos 92 anos, na casa em que morava na zona norte do Rio. O cantor sofria de câncer de próstata e na quarta-feira passada fora vitimado por um acidente vascular cerebral (AVC).
O "Príncipe do Samba", como era conhecido no meio musical, chegou a ser internado no Hospital Salgado Filho (zona norte) após o derrame, mas, segundo os parentes, pediu para voltar para casa, já que sabia que seu estado era bastante grave e que a morte aproximava-se.
Roberto Silva dedicou-se à música por 75 anos. Ainda trabalhava, apesar da doença, diagnosticada este ano. Em junho passado, em show no Instituto Moreira Salles, na zona sul carioca, cantou as músicas de "Descendo o Morro", disco clássico gravado em 1958. O LP fez tanto sucesso que o artista lançou mais três volumes até 1961.
O velório e o enterro aconteceram à tarde no cemitério de Inhaúma, bairro em que vivia desde criança. Ele nasceu no morro do Cantagalo, em Copacabana (zona sul). Tinha pai italiano e mãe carioca. O artista deixou sete filhos e 30 netos, além de bisnetos e tataranetos.
Remanescente da fase áurea do rádio brasileiro, Roberto Silva trabalhou nas emissoras Guanabara, Mauá, Nacional e Tupi, todas no Rio, a partir da década de 30 do século passado. Em entrevistas, costumava dizer que seu grande ídolo era o cantor Orlando Silva, a quem tentava imitar em início de carreira.
Seu primeiro disco foi gravado em 1946, mas o sucesso só veio dois anos depois: o samba "Maria Teresa", de Altamiro Carrilho, morto recentemente. Era um compositor eventual. Ao longo de mais de cem discos gravados, preferiu sempre as músicas compostas por craques como Ary Barroso, Geraldo Pereira, Wilson Batista e Nelson Cavaquinho, entre outros expoentes da canção popular brasileira.
A convite do compositor e produtor Hermínio Bello de Carvalho, Roberto Silva participou em 2002 do espetáculo "O Samba é Minha Nobreza", apresentado no Rio durante três meses. Durante a apresentação ouvia-se a fala gravada do cantor João Gilberto, enaltecendo o cantor, a quem tinha como ídolo.
O show rendeu um CD duplo em que ele e os demais integrantes do elenco - jovens sambistas da Lapa, bairro boêmio do Rio - cantam sucessos como "Boogie Woogie na Favela" (Denis Brean), "Preconceito" (Wilson Batista e Marino Pinto) e "Mandei Fazer um Patuá" (Raimundo Olavo e Norberto Martins).
Em 2008, ao comemorar 70 anos de carreira realizou no Rio show em que esteve acompanhado pelo grupo Pé de Moleque. O espetáculo reuniu os destaques de seu repertório de quase oito décadas.

Burle Marx


Um acervo de 78 desenhos produzidos pelo artista Roberto Burle Marx entre 1932 e 1942 compõe a exposição “Roberto Burle Marx: Cenas”, que estará em Fortaleza pela primeira vez de 11 de setembro a 14 de outubro, nas galerias 1 e 2 da CAIXA Cultural Fortaleza, com acesso gratuito. O material inédito que utiliza técnicas diferenciadas sobre o papel, entre grafite, pastel e nanquim, faz parte de acervo exclusivo formado por mais de 3 mil peças tombadas do sítio Roberto Burle Marx, unidade especial do Instituto do Patrimonio Histórico e Artístico Nacional – (IPHAN) e Ministério da cultura. 

O foco principal da exposição está na mostra de cenas rurais e urbanas por meio da representação de figuras humanas e da paisagem natural. São recorrentes as imagens da natureza tropical, da arquitetura urbana e figuras do povo como lavadeiras, crianças, músicos e fuzileiros.

A exposição está dividida em dois conjuntos, sendo o primeiro referente às primeiras expressões do artista sobre o Nordeste brasileiro e as espécies vegetais tropicais realizadas em 1932. No segundo grupo, essencialmente em nanquim e com o traço estilizado, as figuras humanas brasileiras e suas cenas diárias estão desenhadas em silhuetas, produzidos na década de 1940. 

Das tonalidades em pastel à força do preto e branco estes desenhos demonstram que o artista plástico Roberto Burle Marx estava conectado com modernidade da época, trabalhando com estilo próprio, libera seu traço à abstração de forma singular e com muita firmeza. Esta exposição permeia entre o traço definido da natureza até uma forma abstrata do ser humano.   
                                                                                                                    
Sobre o artista - Nascido em 1909 o menino Roberto era o quarto de uma família de seis irmãos. Burle pela mãe pernambucana e Marx por pai alemão, o mais famoso paisagista do Brasil nasceu em São Paulo, viajou e trabalhou pelo Brasil, especialmente no Nordeste, adotando o Rio de Janeiro como sua permanente moradia. 

Sob grande influência de seus pais, Roberto Burle Marx adquiriu de sua mãe, Cecília Burle, o gosto para tratar de plantas e, de seu pai, Wilhelm Marx, o dom artístico. Ainda criança ensaia desenhos expressivos e aos dezenove anos inicia estudos ligados às artes, desta vez na Alemanha.

Conhecido essencialmente pela sua grandiosidade paisagística Burle Marx era um artista completo, de múltiplas artes, como pintura e escultura. Visionário e fundamentalmente moderno, certamente temos em seus desenhos a primeira expressão material enquanto artista plástico.

Premiado e condecorado no mundo inteiro e em diversos momentos, Roberto Burle Marx viveu a glória do reconhecimento profissional. Morreu em 1994, com 84 anos de profunda inspiração e talento, tendo projetado mais de 2 mil jardins ao longo de sua vida.

Algumas de suas obras:

- Criou o primeiro Parque Ecológico do Recife
- Projetou os jardins da Cidade Universitária da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro
- Projetou o jardim do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte (MG)
- Projetou o paisagismo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM – RJ
- Projetou o paisagismo para o  Eixo Monumental de Brasília
- Projetou o paisagismo do Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro
- Projetou o paisagismo da Embaixada do Brasil em Washington D.C (Estados Unidos)
- Projetou o paisagismo do Parque Ipanema, em Ipatinga (MG)
- Doou seu sítio de Guaratiba (RJ), com seu acervo, ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)
A  Caixa Cultural Fortaleza

A CAIXA Econômica Federal apresenta a CAIXA Cultural Fortaleza, mais um espaço para a manifestação de todas as formas de cultura em Fortaleza. O espaço foi inaugurado em 1 de junho deste 2012.

A unidade funciona no prédio da antiga Alfândega, tombado pelo Patrimônio Histórico. O prédio já sediou a Receita Federal e uma agência da CAIXA, e contém um cine teatro com 190 lugares, três amplas galerias de arte, sala de ensaios, salas para oficinas de arte-educação, foyer, café cultural e livraria, além de um jardim e espaços para convivência e realização de eventos.

A CAIXA Cultural Fortaleza possui localização privilegiada, no corredor cultural e turístico da cidade: em frente ao Centro Cultural Dragão do Mar e próximo à Ponte dos Ingleses, servida por diversas linhas de transporte coletivo, com acesso fácil à toda a população. Seu principal objetivo é fomentar a diversidade e a preservação de identidades culturais, tornando a arte e a cultura acessíveis a todos. O espaço garantirá ingresso gratuito em exposições das Galerias e preços populares nos espetáculos e shows apresentados no Teatro.

Serviço: Exposição “Roberto Burle Marx: Cenas”
Data: 11 de setembro a 14 de outubro
Horário: 
de terça-feira a domingo, das 10h às 20h
Entrada Franca


Capuchino Press – Assessoria de Imprensa
Renata Benevides - (85) 8130.3264 - renata@capuchino.com.br
Karla Rodrigues - (85) 81303177 – karla@capuchino.com.br
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