sexta-feira, 26 de maio de 2017

Contra Temer

Na tarde de ontem, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entregou na Câmara dos Deputados o pedido de impeachment do presidente Michel Temer. Ressalte-se que a Ordem também pediu que Temer ficasse inabilitado de exercer cargo público pelo período de oito anos. O pedido teve por base a delação premiada de executivos da J&F. Temer é acusado de ter cometido crime de responsabilidade e violação de decoro do cargo de presidente.
“Estamos cumprindo uma missão. São fatos estarrecedores, gravíssimos. É um cenário nebuloso, mas carregamos dentro de nós a esperança de que esse País venha a se livrar dessa chaga tão nociva, a da corrupção. Boa parte da política no Brasil, hoje, está intrinsecamente ligada ao desvio do dinheiro público. Não podemos admitir isso. Estamos com um sentimento de basta. O povo brasileiro não aguenta mais. O Brasil tem que ser passado a limpo”, destaca o presidente da OAB Ceará, Marcelo Mota.
Sobre o pedido - De acordo com o presidente da OAB Nacional, Claudio Lamachia, em entrevista ao portal G1, “o pedido da OAB leva em consideração as manifestações do presidente da República, que em dois momentos, em rede nacional de televisão, declara textualmente conhecimento com relação a todos os fatos. O presidente declara que escutou desse empresário (Joesley Batista/ da JBS), que ele nominou como fanfarrão e delinquente, todos aqueles crimes e nada fez com relação ao que escutou”, disse Claudio Lamachia, ao chegar à Câmara.
O conselheiro federal, Ricardo Bacelar, faz coro. Segundo ele, o Conselho Federal protocolizou o pedido de impeachment do presidente Temer por entender que ele não tem mais condições de estar no cargo. “Independente da questão do áudio ser ou não editado, o próprio presidente (Temer) confirmou os fatos que são narrados, tendo tudo isso ocorrido em uma noite às escondidas, na residência oficial. Isso se configura crime de responsabilidade e um pressuposto para o impeachment”, diz Bacelar.
Ainda sobre o cenário político, a conselheira federal, Francilene Gomes, avalia ser um “momento triste, estarmos protocolizando em 1 ano e 4 meses de mandato um segundo pedido de Impeachment de presidente da República, mas pela gravidade dos fatos e o próprio reconhecimento público pelo presidente Temer do encontro com o sócio proprietário da JBS, a OAB tem o dever de apresentação do pedido de Impeachment”.

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