André Figueiredo aposta em Lula fora das eleições

Foto: Agência Brasil
O deputado federal e ex-ministro das Comunicações no governo Dilma Rousseff, André Figueiredo (PDT-CE) afirma ser provável que o ex-presidente Lula (PT) não participe das eleições de 2018. "Não acredito que vão conseguir prender o Lula, mas a possibilidade de retirada dos direitos políticos dele é muito forte", destaca.
Figueiredo reconhece a importância de Lula para o país e das conquistas sociais do governo dele, mas defende a candidatura de Ciro Gomes (PDT) para a presidência em 2018. No Ceará, segundo ele, o PDT vai apoiar a reeleição do governador Camilo Santana (PT) e estuda lançar como candidatos ao Senado Federal, o ex-governador e ex-ministro da educação Cid Gomes (PDT) e o próprio André Figueiredo.
Lula foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a nove anos e seis meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso que investiga se a compra de um tríplex no Guarujá, litoral paulista, foi feita através de propina paga pela construtura OAS. A decisão aguarda confirmação em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Caso seja condenado também em segunda instância, o ex-presidente fica impedido de entrar na disputa.
Sobre a admissibilidade da denúncia de corrupção passiva apresentada contra o presidente Michel Temer (PMDB), Figueiredo acredita que a Câmara dos Deputados vote no dia 2 de agosto ou no mais tardar no dia 3. Para a votação ser realizada é necessário um minimo de 342 de deputados presentes.
Até lá, afirma o pedetista, é preciso mobilizar a população para que as denúncias contra Temer possam ser investigadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Procuradoria Geral da República acusa o presidente de receber "vantagem indevida" de R$ 500 mil através do seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures. O dono da JBS, Joesley Batista, empresário investigado pela Lava Jato, teria ofertado o valor ao peemedebista. "Se não conseguirmos nessa primeira denúncia, eu tenho absoluta certeza que na segunda nós vamos conseguir", diz Figueiredo.

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