Exportação cearense

Outubro foi bastante positivo para as exportações cearenses, com registro de US$ 142,7 milhões - alta de 48,8% em relação a igual período do ano passado. É o que revela o Ceará em Comex, pesquisa realizada pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC com informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Trata-se do terceiro mês consecutivo em que o Ceará contabiliza aumento de suas vendas ao exterior quando comparado com 2015. Por outro lado, as importações sofreram um declínio de 24,7%, passando de US$ 244,7 milhões para US$ 184,4 milhões. Como resultado a balança comercial cearense apresentou um déficit de US$ 41,6 milhões - melhora de 72% em relação à igual período do ano anterior, quando foi registrado um saldo negativo de US$ 148,8 milhões.
Em relação ao acumulado do ano - de janeiro a outubro - o Ceará exportou 15,4% a mais que em 2015, o que em valores representa um aumento de US$ 844,3 milhões para US$ 974,3 milhões. Cenário semelhante ocorre nas importações. As compras das empresas estrangeiras pelas cearenses passou de US$ 2,4 bilhões para US$ 3,2 bilhões - alta de 32,7%. O resultado gerou um déficit na balança de quase US$ 2,2 bilhões.
A participação das exportações e importações cearenses na balança comercial do Nordeste no acumulado do ano, as vendas externas do estado apresentaram ligeira variação, de 0,58% para 0,70%. Por outro lado, a participação das compras do exterior continua avançando, passando de 1,78% para 3.07%.
O Ceará posicionou-se na décima quinta colocação no raking dos estados exportadores brasileiros, com quase US$974,4 milhões. Nota-se que, das vinte e sete unidades federativas, apenas nove apresentaram evolução nas vendas externas.
No tocante aos principais municípios cearenses exportadores, cinco apresentaram queda nas vendas externas (Fortaleza, Sobral, Cascavel, Maracanaú e Eusébio), enquanto que a outra metade registrou avanço (São Gonçalo do Amarante, Icapuí, Caucaia, Uruburetama e Itapipoca). A capital cearense permaneceu no topo da lista (apesar da retração de 10,2%), tendo comercializado quase US$136 milhões, ante US$151 milhões no mesmo período de 2015. Destaque para São Gonçalo do Amarante que apresentou significativo aumento (12.991,8%), quando comparado ao igual período do ano anterior. Tal aumento ocorreu graças às exportações de produtos semimanufaturados do aço e de gás de petróleo.
Examinando o ranking dos principais setores exportadores do Ceará, os calçados continuam no topo da lista, registrando aumento de 3,0% (de US$221 milhões para US$215 milhões) em relação ao ano anterior. Os destaques ficam por conta dos aumentos de significativos 907,2% no setor de ferro fundido, ferro e aço; 65,2% para Máquinas, aparelhos e materiais elétricos e 48% em Combustíveis e óleos minerais.
Os Estados Unidos ampliaram sua participação, de 23,3% para 24,9%, no ranking dos países de destino das exportações cearenses em 2016, permanecendo como o principal comprador dos produtos comercializados pelo estado. As vendas àquele país totalizaram US$242,6 milhões, contra US$196,9 milhões do ano anterior. Vale ressaltar ainda a participação da Argentina, figurando na segunda posição, com US$106,4 milhões ante os US$52,6 milhões exportados durante o acumulado de 2015 - alta de 102,1%.
Verificando o ranking dos estados brasileiros importadores em 2016, o Ceará alcançou a décima posição. Ressalta-se o fato de apenas três unidades da federação (CE, DF e PA) terem apresentado crescimento nas compras externas. No caso cearense, conforme já destacado, a aquisição de máquinas e equipamentos para a CSP foram os principais motivos para tal desempenho.
São Gonçalo do Amarante continua sendo a cidade com a maior participação (68,6%) no ranking dos municípios cearenses importadores, com acrescimento de 117,3% nas compras externas em 2016 diante de 2015. Novamente, os números refletem a importância da CSP nas contas externas do estado. 
Em relação aos principais setores importadores do estado em 2016, quatro registraram aumento: "Máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos" (739,7%); "Máquinas, aparelhos e materiais elétricos" (123,6%); "Cereais" (2,2%) e "Produtos químicos orgânicos" (2,3%). Já os "Ferros fundidos, ferro e aço" registraram uma expressiva queda de 83,9%.
A Coreia do Sul continua a se configurar como o principal país de origem das importações cearenses no acumulado do ano, com US$1,2 bilhão e crescimento de 1,312,2%. A Áustria reduziu sua taxa de crescimento, se comparado com o acumulado do mês anterior, entretanto continua apresentando forte crescimento se comparado ao ano anterior, 936,1%; ficando na quinta colocação.

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