Cine Ceará 2017 divulga júri de curtas

Cinco profissionais do audiovisual, sendo quatro brasileiros e um cubano, vão compor o júri da Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem do 27º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que acontecerá de 5 a 11 de agosto no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza. São eles: Alessandra Bergamaschi (Brasil), André Parente (Brasil), Benito Amaro (Cuba), Osmar Gonçalves (Brasil) e Vera Zaverucha (Brasil).
Concorrem ao troféu Mucuripe na competitiva de curtas os eleitos pelo júri nas categorias de Melhor Curta-metragem, Direção, Roteiro e Produção Cearense. Estão na disputa 14 curtas de sete estados brasileiros.
O 27° Cine Ceará é uma promoção da Universidade Federal do Ceará (UFC), através da Casa Amarela Eusélio Oliveira, com apoio do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, da Prefeitura Municipal de Fortaleza, via Secultfor, e do Ministério da Cultura, através da Secretaria do Audiovisual. A realização é da Associação Cultural Cine Ceará e Bucanero Filmes e conta com patrocínio da SP Combustíveis e M. Dias Branco, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e da Enel e da OI, por meio do Mecenato Estadual do Ceará. Além disso, conta ainda com Apoio Cultural da Oi Futuro e Indaiá.

SERVIÇO

27° Cine Ceará - Festival Ibero-Americano de Cinema - De 5 a 11 de agosto de 2017 em Fortaleza. Gratuito.

Quem é quem no Júri da Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem:


Fotos: Divulgação Cine Ceará
Alessandra Bergamaschi - Brasil

Realizadora e pesquisadora de cinema ítalo-brasileira, Alessandra Bergamaschi vive e trabalha no Rio de Janeiro. Formada em Comunicação pela Universidade de Bolonha, atualmente está cursando o programa de Doutorado em História da arte, PUC-Rio. Suas mostras individuais incluem: Visitas, Centro Cultural Hélio Oiticica (RJ, 2014); Cossyra, Skanes Konstforening (Malmö, 2013); Desenhos recentes, AutAut (RJ, 2012). Mostras coletivas: Interférences - Festival d’Arts Multimédia Urbains, CICV (Belfort, 2001); Retrospectiva da Semana dos Realizadores (CCBB, SP, 2013); Vertical World - approaching gravity (General Public, Berlim, 2012); Video, Skanes Konstforening (Malmö, 2013); Doc Lisboa International Film Festival (Lisboa, 2012); Semana dos Realizadores (RJ, 2012); É tudo verdade International Documentary Film Festival. É co-fundadora do projeto curatorial OLHO video art cinema, lançado em 2015.











André Parente – Brasil

André Parente é professor titular da UFRJ e teórico do cinema, arte contemporânea e novas mídias. Foi aluno do EAV do Parque Lage entre 1975 e 1978, tendo estudado com Alair Gomes, Sergio Santeiro e Celeida Tostes. Entre 1982 e 1987 fez seu doutorado sob a orientação de Gilles Deleuze na Universidade de Paris 8. Em 1991 funda o Núcleo de Cultura Tecnologia da Imagem (N-Imagem) da UFRJ. Entre 1977 e 2017, realiza inúmeros vídeos, filmes e instalações - nos quais predominam a dimensão experimental e conceitual - apresentados em exposições e festivais no Brasil e no exterior (Alemanha, França, Espanha, Suécia, México, Portugal, Canadá, Argentina, Colômbia, China, entre outros). É autor dos livros: Imagem-máquina (1993), sobre o cinema do simulacro (1998), O virtual e o hipertextual (1999), Narrativa e modernidade (2000), Tramas da rede (2004), Cinema et narrativité (L’Harmattan, 2005), Preparações e tarefas (2007), Cinema em trânsito (2012), Cinemáticos (2013), Cinema/Deleuze (2013), Passagens entre Fotografia e Cinema na Arte Brasileira (2015), entre muitos outros. Ganhou prêmios como Rumos do Itaú Cultural (2002), Prêmio Oi Cultural (2010 e 2014), Prêmio Funarte de Artes Visuais (2013), Prêmio Marc Ferrez de Fotografia (2014), Residência Internacional do LABEX H2H-ARTS da Universidade de Paris 8 (2016). 



Benito Amaro – Cuba

Nacido em Cuba, Benito Amaro é um técnico de som direto internacionalmente conhecido, que também trabalha como sound designer e artista de foley. Foi sonidista em vários filmes premiados, incluindo o indicado ao Oscar "Morango e Chocolate", de Juan Carlos Tabío, bem como filmes exibidos no Festival de Cinema de Toronto, como "Madagascar", de Fernando Pérez e “Quiéreme y verás", de Daniel Díaz Torres. Tem experiência internacional na produção de filmes no Brasil, México, Peru, Colômbia, entre outros países da América Latina, trabalhando com diretores como Tomás Gutiérrez Alea (Morango e Chocolate), Wolney Oliveira (Sabor a Mí), Juan Padrón (Mafalda), Jorge Luis Sánchez (Un pedazo de mí), Fernando Pérez (Hello, Hemingway). Depois de trabalhar em mais de 300 filmes, Benito se estabeleceu no Canadá em 1996. Seus créditos canadenses incluem "Baby Face" (Jack Bloom), "Striking Poses" (Gail Harvey), entre outros. Entre 2005 e 2016 dirigiu, produziu e editou vários filmes, voltando depois ao trabalho de sound mixing, sua paixão. Em 2016 concluiu a primeira temporada da coprodução australiano-canadense, "Oh Yuck!" (Justin Schneider, Melanie Orr).



Osmar Gonçalves – Brasil

Osmar Gonçalves é Doutor em Comunicação pela Universidade Federal de Minas Gerais (2010), com bolsa-sanduíche na Bauhaus-Universität (Weimar), financiada pelo DAAD/CAPES. Fez pós-doutorado em Cinema e Arte Contemporânea na Universidade Sorbonne-Nouvelle (Paris 3), com bolsa CAPES. Pesquisador e fotógrafo, possui mestrado pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG. Atualmente é vice-coordenador do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal do Ceará (UFC) e professor Adjunto IV do Curso de Cinema e Audiovisual da UFC, concentrado principalmente nas áreas de fotografia, teoria da imagem e estética do audiovisual. É um dos coordenadores do Imago - laboratório de estudos de estética e imagem (CNPQ), do Seminário Temático Interseções Cinema e Arte, da Socine e editor da revista E-compós. Organizou os livros “Narrativas Sensoriais: ensaios sobre cinema e arte contemporânea” (Circuito, 2014), ganhador do Prêmio FUNARTE de Estímulo à Produção Crítica em Artes Visuais e, junto com Susana Dobal, “Fotografia Contemporânea: fronteiras e transgressões” (Casa das Musas, 2013).





Vera Zaverucha – Brasil

Por mais de 30 anos atuou na área pública, ocupando diversos cargos nas instituições responsáveis pelas políticas de financiamento ao setor cinematográfico, tais como: diretora da Ancine, secretária de Estado para o Desenvolvimento do Audiovisual, e diretora da Fundação do Cinema Brasileiro. Em 2000, integrou a equipe da Casa Civil da Presidência da República responsável pela coordenação do Grupo Executivo da Indústria Cinematográfica, constituído para propor o novo modelo institucional para o setor, que culminou na criação da Agência Nacional do Cinema – Ancine. De 2002 a 2010, foi assessora-chefe da Presidência da Ancine e superintendente de Acompanhamento de Mercado, tendo proposto e coordenado a criação do OCA – Observatório do Cinema e do Audiovisual. Com dois livros lançados, “Lei do Audiovisual Passo-a-Passo” e “Desvendando a Ancine”, segue sua trajetória atuando como especialista na regulação audiovisual, consultora, professora e palestrante.

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