Dallagnol rebate argumento de investigação seletiva

O chefe da força-tarefa do Ministério Público Federal na Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol rebateu nesta quinta-feira (20), em Fortaleza, as críticas de que a investigação é seletiva. Dallagnol explicou que depois de conseguir a colaboração de empresas que atuavam na Petrobras, como a construtura Odebrecht, foi possível apurar esquemas de corrupção não só no Governo Federal, mas também em diversos Governos Estaduais, com o envolvimento de mais 400 políticos de mais de 25 partidos. Para o procurador, depois do acordo de leniência da Odebrecht as acusações de seletividade "não fazem o menor sentido".

As declarações foram dadas durante o evento Ideias em Debate, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).

O paranaense afirmou que a Lava Jato se concentrou inicialmente no PT, PP e PMDB porque os três eram partidos da base aliada do Governo Federal e tinham influência sobre a indicação das diretorias da Petrobras, a corrupção na estatal foi o primeiro foco de investigação da operação. "Não tinha como pegar corrupção da oposição dentro da Petrobras, a não ser eventualmente em Comissões Parlamentares de Inquérito destinadas  para investigar a Petrobras, nós pegamos corrupção da oposição naquela época, mas era minoritária".

Dallagnol também afirmou que o argumento da seltividade sempre foi uma "teoria da conspiração" e destacou o perfil apartidário dos membros da força tarefa da Lava Jato. "Os procuradores e policiais da força tarefa e o juiz Sérgio Moro foram selecionados para trabalhar nesse caso muito antes de aparecer o primeiro político na Lava Jato e são todos agentes sem vinculação político partidária".


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