Delação de Cunha "é mera especulação", diz Dallagnol

Foto: Luiz Henrique Campos
O procurador Deltan Dallagnol, chefe da força tarefa da Operação Lava Jato, disse que "é mera especulação" a delação premiada prometida pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que está preso em Curitiba pela Lava Jato. "Não nos manifestamos em processos em andamento e essa delação falada é mera especulação", afirmou. Sobre a condenação de nove anos e meio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dallagnol foi evasivo. "Nós vamos recorrer em relação ao tempo de prisão, mas quanto a prisão agora o juiz Sérgio Moro foi cauteloso para não gerar um tumulto na sociedade".

O procurador durante em entrevista coletiva, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), onde veio falar sobre a Operação  Lava Jato, destacou que as etapas da Operação foram reduzidas "pelo sufocamento do trabalho da Polícia Federal. Por isso o número de etapas da Lava Jato reduziu, mas não acabou. São dez anos sem cessar de crimes as centenas que estamos investigando e a Operação vai avançar com certeza".


Para ele a Lava Jato não deve se resumir a Petrobras. "O sistema político para arrecadar propinas para o financiamento eleitoral e para ser usado para enriquecimento ilícito próprio não tem porque está restrito a Petrobras e conforme as investigações avançam é descoberto este mesmo esquema de corrupção em diversos outros órgão públicos federais, estaduais e municipais. Com isso a Lava Jato continua avançando com vento em popa".

Num balanço da Lava Jato, Dallagnol disse ela já envolveu 280 pessoas acusadas, 150 condenações que somando já dão 1,5 mil anos de prisão.

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