Ceará e Vila do Conde firmam acordo para preservar a Renda de Bilros

Foto: Carmen Pompeu
O Governo do Ceará e a Câmara Municipal de Vila do Conde, em Portugal, firmaram acordo com o objetivo de promover a troca de saberes entre o Estado e a cidade portuguesa na manutenção e preservação da Renda de Bilros como Patrimônio Cultural. O compromisso deverá viabilizar novas ações entre Ceará e Vila do Conde como intercâmbio entre rendeiras e realização de exposições conjuntas reunindo rendas de bilros dos dois locais. Pelo acordo, o Ceará deverá disponibilizar informações sobre a estruturação e funcionamento do Sistema de Certificação da Autenticidade dos Produtos Artesanais e do Reconhecimento das Obras de Arte Popular Cearenses. Já a cidade lusitana fornecerá informações sobre a Escola Municipal de Rendas de Bilros de Vila do Conde.
A renda de bilros é produzida pelo cruzamento sucessivo ou entremeado de fios têxteis, executado sobre o pique e com a ajuda de alfinetes e dos bilros. É realizada sobre uma almofada (Brasil) dura, o rebolo (nome dado à almofada em Portugal), cilindro de pano grosso, cheio com palha ou algodão.
A almofada fica sobre um suporte de madeira, ajustável, de forma a ficar à altura do trabalho da rendilheira. No rebolo, é colocado um cartão perfurado, o pique (Portugal) ou pinicado (Brasil), onde se encontra o desenho da renda, feito com pequenos furos.
Nos furos da zona do desenho que está a ser realizada, a rendilheira (Portugal) ou rendeira (Brasil) espeta alfinetes, que desloca à medida que o trabalho progride. Os fios são manejados por meio de pequenas peças de madeira torneada (ou de outros materiais, como o osso), os bilros.
Em Portugal a arte da renda de bilros, assim como no Brasil, tem especial expressão no litoral.

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