PSDB quer o fim da cláusula de barreira e das coligações proporcionais já para as eleições de 2018

Foto: Reprodução TV
Tasso concede coletiva após reunião da Executiva Nacional do PSDB em Brasília
O presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), disse nesta quarta-feira, 9, que o partido tomou algumas posições que serão defendidas dentro da reforma política. Entre elas, o fim da cláusula de barreira e das coligações proporcionais já para 2018, além da adoção do voto distrital misto como meio para se chegar ao parlamentarismo a partir das eleições de 2022.
"Nós vamos levar o distrital misto para chegarmos ao parlamentarismo. Não agora. O parlamentarismo não como solução de crise, mas o parlamentarismo para 2022", destacou Tasso, durante coletiva, em Brasília, logo após a reunião da Executiva Nacional da sigla.
No sistema parlamentarista, o governo é exercido pelo primeiro-ministro, líder de um partido majoritário na Câmara. Já o presidente desempenha a função de chefe de Estado, com menos poder nas decisões políticas.
Tasso informou que o partido criou um grupo interno para coordenar as discussões sobre questões hoje polêmicas dentro do PSDB. Entre elas, a ideia de financiamento público de campanha. Tasso explicou que não há um consenso sobre isso.
"Eu sou favorável que vá para um plebiscito. Um plebiscito em que a população vai decidir se as campanhas eleitorais devem ser financiadas pela iniciativa privada, evidentemente com regras e limites, ou por um fundo público oriundo do Orçamento", defendeu.
Essa foi a primeira reunião da Executiva Nacional do PSDB depois da delação do empresário Joesley Batista, que mencionou o presidente Michel Temer (PMDB) e o presidente afastado da sigla Aécio Neves (MG). Perguntado sobre uma suposta declaração de Aécio, hoje, a respeito da permanência no governo Temer, Tasso disse não acreditar que Aécio tenha dito que o PSDB estaria com o governo 'para o que der e vier', como mencionou a jornalista. 
"Em tudo aquilo que faz parte do nosso programa, independente de nós estarmos ou não no governo, o governo conta com a gente. Por exemplo, reforma da previdência. Já o aumento de Imposto de Renda, que já foi levantado, o governo não conta com a gente", afirmou Tasso.

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