Saiba mitos e verdades sobre a cerveja

Toda primeira sexta-feira de agosto comemora-se o Dia Internacional da Cerveja. Neste ano, a data é celebrada nesta sexta, dia 04. Segundo a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), o setor cervejeiro no país movimenta cerca de 50 fábricas, que contribui em 1,6% do PIB nacional e tem faturamento de R$70 bilhões por ano. Ainda segundo a CervBrasil, a ingestão da bebida é de 66,9 litros por pessoa durante um ano, ocupando a 27ª posição mundial em 2014. Não é para menos que, segundo dados do Ibope, a cerveja foi eleita como ‘a cara do brasileiro’.

Mas você sabe a origem dessa data? Esse dia começou com uma brincadeira entre amigos em 2007, em Santa Cruz, na Califórnia, EUA. O americano Jesse Avshalomov, um apaixonado por cerveja, contou sua ideia de ter um dia inteiro dedicado a amada bebida e junto com três amigos, Evan Hamilton, Aaron Araki e Richard Hernandez, conseguiram convencer o dono do bar preferido deles a fazer uma festa com esse tema. A celebração cresceu e ganhou o mundo.
Já foram realizadas mais de 350 comemorações oficiais, em 50 países inclusive no Brasil, que ocupa a 3ª posição na lista de maiores produtores de cerveja do mundo cerveja em 2015, atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

Mitos e Verdades sobre a cerveja por Samuel Hoshino, beer sommelier da Eisenbahn

1. A cerveja deve ser colocada deitada na geladeira para gelar mais rápido – a melhor posição para armazenar e gelar cervejas é de pé, para que a superfície de contato do líquido com o ar seja menor. “A cerveja deve ser resfriada gradualmente; colocá-la no congelador, só se for momentos antes de servi-la”

2. Cerveja tem que ser servida muito gelada – quando servida em baixíssima temperatura, a cerveja acaba anestesiando as papilas gustativas da língua, que fazem com que você perca a sensibilidade para degustar a bebida. O calor pede cervejas geladas, mas sem exageros.

3. O colarinho não serve para nada – a espuma protege a bebida da oxidação, ou seja, impede que ela entre em contato direto com o oxigênio, além de reduzir a perda de gás e ajudar a manter a temperatura. Dois dedos de espessura é o ideal.

4. Cerveja de garrafa é mais gostosa que a de lata (ou vice-versa) – o produto é o mesmo, não importa o recipiente, porém, o aroma e sabor podem ser influenciados pelo modo de conservar e resfriar a bebida. Os excessos são prejudiciais para a degustação da loura; o ideal é manter a temperatura constante, seja ela fria ou sem refrigeração. Quando ocorre a mudança brusca de temperatura, o sabor da cerveja é prejudicado.

5. Não existe copo específico para tomar cerveja – para que os diferentes sabores e aromas sejam ressaltados, cada estilo de cerveja pede um tipo de copo adequado. A pilsen pode ser apreciada em uma tulipa ou caneca, a lambic pede taças do tipo flauta e já a weissbier, copos maiores. Se não tiver o copo ideal, utilize taças de vinho branco.

6. Mulheres não gostam de cerveja amarga – geralmente o gosto doce é associado ao feminino, mas isso não determina a preferência da mulher por cervejas desse tipo. “Há influências culturais e genéticas para determinar a preferência de uma pessoa, independente de sexo, pelo gosto doce ou amargo. O paladar é algo que se constrói ao longo do tempo, e gostar do amargor é uma inclinação que pode também ser atribuída a mulher em igual proporção”. 

7. Cerveja é coisa de homem – essa impressão pode ser histórica, uma vez que, na antiguidade, as mulheres produziam a cerveja para os homens a beberem. Hoje esse paradigma tem sido quebrado e podemos encontrar confrarias femininas que apreciam a cerveja em qualidade e moderação, mestre-cervejeiras que ajudaram na fabricação de boas e reconhecidas cervejas brasileiras e também beer sommeliers premiadas que entendem bastante da bebida melhor do que muito marmanjo.

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