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No Ceará, Bolsonaro cutuca o adversário Ciro Gomes

Foto: Reprodução
Por Carmen Pompeu 

O pré-candidato a presidente pelo PSL, deputado Jair Bolsonaro (RJ), continua cumprindo agenda, nesta sexta-feira (29), em Fortaleza. Pela manhã, tomou café com apoiadores e fez peregrinação por veículos de comunicação. Em cada entrevista, defendeu suas polêmicas ideias, como o uso de arma de fogo pela população. Bolsonaro desembarcou, ontem (28), em Fortaleza, onde foi recebido como pop star.

Sobre o também pré-candidato a presidente, Ciro Gomes (PDT), ex-governador do Ceará, a quem, ontem no desembarque em Fortaleza, chamou de “cangaceiro”, Bolsonaro voltou a alfinetar hoje. “A imprensa queria me provocar diante de um pré-candidato que reside aqui no Ceará. Eu não vou responder a ele (Ciro), porque não sou psiquiatra”, cutucou.

Sobre um eventual programa de governo, em entrevista ao jornalista Donizete Arruda, do portal Ceará News, o presidenciável afirmou que seria algo realista. “Vai ser o verdadeiro. Você pode não gostar, mas vai acreditar”, pontuou.

MINISTRO ASTRONAUTA


Ele reafirmou que, se eleito, teria um ministério com no máximo 15 ministros, e que seria composto por pessoas habilitadas para cada cargo. O astronauta brasileiro, Marcos Pontes, por exemplo, que é coronel da Aeronáutica, seria seu ministro da Ciência e Tecnologia. E para o cargo de ministro da Justiça nomearia um general de três estrelas. Desta forma, defendeu Bolsonaro, a corrupção perderia força.

No café da manhã com apoiadores, ele defendeu a flexibilização do uso da arma de fogo. “Arma de fogo não traz violência. Se trouxesse, os EUA seriam o país mais violento do mundo. Lá, a gente tem notícia de alguém que mata cinco estudantes numa escola. Aqui, morrem 50 todo dia e não é nem notícia”, comparou.

Falou também sobre seu atual partido, o PSL. Disse que não era o melhor, mas que também não é o pior. “É o que temos. Se a gente vai se operar e só tem um (médico) açougueiro, vai ele mesmo”, ironizou.

RACISMO


Ao jornalista Luís Viana, da rádio O Povo/CBN, Bolsonaro respondeu perguntas sobre a denúncia feita pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, onde ela o acusa pelo crime de racismo contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs.

“Estou sendo processado porque disse que, no meu governo, os índios não terão um cm2 de terra. Eu errei. Peço desculpas. Não terão nenhum milímetro”, afirmou. “O índio não pode continuar a ser tratado como animal em um zoológico”, disse.

Também foi questionado sobre ele ter declarado que o seu filho não era gay “porque tinha uma boa educação”. E contou que começou a ser “rotulado de homofóbico” ao combater o “kit gay”, criado no governo petista e destinado a alunos da rede pública. O tal kit continha vídeos que, segundo ele, seriam inadequados para crianças, pois exibiam cenas de carícias entre pessoas do mesmo sexo.


EM TEMPO: Segundo pesquisa Ibope divulgada ontem, no cenário sem Lula, Bolsonaro e Marina Silva empatam tecnicamente em primeiro lugar na corrida presidencial. Em segundo, estão Alckmin e Ciro.

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